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Educação

Sistema on-line facilita gestão de recursos nas escolas estaduais

Segunda-feira, 11 de maio de 2015


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Todos os recursos financeiros que chegam às escolas estaduais do Paraná podem ser acompanhados pela internet. A ferramenta que disponibiliza as informações é a mesma usada pelas escolas para administrar as verbas recebidas. O sistema Gestão de Recursos Financeiros (GRF) existe desde 2010 e foi desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação e pela Celepar - Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná. 

O software foi cedido para as secretarias do Governo do Paraná como a de Justiça e de Segurança Pública e para as polícias Militar e Civil. O Estado do Amazonas também solicitou o programa, assim como a Prefeitura de Curitiba. 

O GRF é reconhecido nacionalmente como um facilitador e modelo de transparência na gestão financeira dos recursos públicos. Em 2014 venceu o Prêmio e-gov – Excelência em Governo Eletrônico, da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (Abep) e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 

“O GRF é um instrumento facilitador do Programa Fundo Rotativo. Foi criado com essa intenção, de ajudar na gestão financeira pelas escolas estaduais do Paraná”, afirma Manoel José Vicente, chefe da Coordenadoria de Apoio Financeiro à Rede Escolar. 

Antes de 2010, muitas das ações eram feitas manualmente, com preenchimento de relatórios e planilhas. Agora tudo é feito dentro do sistema. 

“Foi um avanço estrondoso. Até então toda a parte documental da prestação de contas era feita manualmente, com relatórios. Com o GRF passou a ser tudo on-line, o próprio sistema disponibiliza as ferramentas para fazer a prestação de contas”, explicou Manoel Vicente. 

INTEGRAÇÃO - O sistema é integrado com a Secretaria de Fazenda do Paraná . Todos os fornecedores cadastrados na Sefa também aparecem no GRF. 

Quando o diretor da escola precisa fazer uma pesquisa de preços para compras, o sistema seleciona os mais baratos. Para cada compra são necessários três orçamentos diferentes. Antes do GRF, os diretores precisavam fazer o mesmo trabalho em planilhas do Excel, o que tomava tempo. 

O GRF também mostra itens de despesa e o que é possível comprar com a cota consumo e com a cota serviço do Fundo Rotativo. Hoje o sistema conta com mais de quatro mil itens cadastrados, como materiais de expediente, de limpeza, esportivos, pedagógicos e de serviços em geral. 

Além disso, estão cadastrados cerca de 1 milhão de fornecedores. A Celepar e a CAF trabalham em conjunto para fazer melhorias no sistema. 

“O GRF atual existe desde 2010 e foi evoluindo de acordo com as necessidades que surgiram. Essa mudança é constante para sempre ter melhorias. Temos a integração com a Secretaria da Fazenda e está em estudo a integração com a Secretaria da Previdência”, disse Thales Ramos de Queiroz, coordenador da equipe da Educação na Celepar. 

FACILIDADES - No Colégio Estadual Santos Dumont, em Curitiba, o GRF é usado constantemente pelo técnico administrativo Jonas Ziemba. Desde 2011 ele utiliza o sistema para lançar as notas fiscais de compras, fazer o plano de aplicação dos recursos, pesquisas de preço e prestações de contas. 

“Se não fosse assim teríamos que fazer manualmente, inserir os dados em planilhas ou no Word, por exemplo, seria mais complicado. Com o GRF é mais rápido, os dados já estão pré-preenchidos. Facilita o trabalho”, afirmou Ziemba. 

Assim que a compra de algum item é feita, a orientação da Secretaria da Educação é que a nota fiscal seja lançada no GRF. O sistema, então, atualiza o saldo de dinheiro que ainda existe na conta da escola. No GRF também é possível fazer o planejamento de ações de como o recurso será aplicado. 

TRANSPARÊNCIA - Para Thiago Lima Teixeira, responsável pela manutenção do sistema GRF, o programa é uma ferramenta importante porque concentra informações que os diretores precisam para fazer a gestão financeira das escolas. 

“É um sistema de planejamento, prestação de contas, monitoramento, avaliação, mas principalmente de transparência, que é o principal objetivo, o que melhor o define”, afirmou Thiago. 

Dentro do Portal da Educação, na área Seed em Números, consulta escola, é possível saber quanto cada escola do Paraná já recebeu de recurso financeiro e como a verba foi utilizada. 

“O programa dá transparência total ao uso dos recursos públicos. Qualquer pessoa pode ver quanto cada escola recebe e como o dinheiro está sendo investido”, definiu Manoel Vicente. 

Somente neste ano já foram liberados R$ 24,2 milhões do Fundo Rotativo para os estabelecimentos de ensino. O dinheiro pode ser usado para a compra de materiais de consumo ou para pequenos serviços nas escolas. 

Fonte: AEN - Agência de Notícias

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